Flow Compass: a plataforma que transforma o log de eventos do Jira em decisão de portfólio

Flow Compass é a plataforma analytics da FlowPace: 18+ módulos que combinam process mining, métricas de fluxo e custo de atraso (CoD) para diagnóstico operacional e decisão de portfólio.

Toda liderança de engenharia já ouviu as duas mesmas frases em reuniões diferentes: “o processo está lento, mas não sabemos exatamente onde” e “não sabemos quanto custa cada semana de atraso neste item do portfólio”. São dois sintomas do mesmo problema — o dado já existe no Jira ou no Azure DevOps, mas ninguém o transformou em decisão.

É esse o espaço que o Flow Compass ocupa dentro do ecossistema FlowPace: uma plataforma analytics com 18+ módulos integrados, organizados em dois blocos — Flow Analytics, o diagnóstico operacional do dia a dia, e Flow Value, a camada estratégica de portfólio e custo de atraso (CoD).

Flow Analytics: 12 módulos para o diagnóstico operacional

O Flow Analytics parte do log de eventos do Jira, Azure DevOps, Bitbucket, Businessmap ou GitHub — sem planilha intermediária, sem configuração manual de dados — e organiza o diagnóstico em 12 módulos:

  • Serviço e SLA — throughput semanal, tendência e dispersão estatística, com tabela clicável por semana.
  • Process Mining Jira — descoberta do processo real, não o documentado: conformidade, desvios, gargalos e variantes do fluxo.
  • Painel Fluxo 3×3 — leitura sistêmica de estoque, vazão e capacidade, evidenciando o desequilíbrio entre entrada, WIP e saída.
  • Lead Time — distribuição e percentis P50/P85/P95, base para benchmarks e para SLAs negociados com stakeholders.
  • CFD (Cumulative Flow Diagram) — estoque no tempo e delta de WIP entre início e fim da janela analisada.
  • Saúde do Fluxo — métricas compostas de estabilidade, qualidade e eficiência do processo.
  • Work Item Age — idade dos itens em andamento, com classificação de severidade e série temporal.
  • Tendências — throughput correlacionado com WIP e lead time, com detecção de mudança estrutural.
  • Padrões Sistêmicos — variabilidade, fast track, highest priority e alertas explícitos.
  • Capacidade de Fila — simulação de saturação (o que acontece com o lead time se o WIP subir 20%?), aplicando teoria das filas ao processo real.
  • Estatística Descritiva — histogramas com LSL, USL, Cpk e nível sigma — capabilidade de processo medida como em engenharia industrial.
  • Flow Review — o ritual periódico do time, com seis métricas centrais: Throughput, Lead Time, Aging WIP, CFD/Estoque, Blocks e Flow Efficiency (1−ρ).

PSI: Produtividade Sustentável Individual

Dentro do Flow Analytics vive o módulo mais abrangente do produto: o PSI, que cruza Jira, Bitbucket e process mining em um radar de cinco dimensões — Flow, Código/CI, Revisão, Processo e Índices. A diferença deliberada em relação a rankings tradicionais é que o PSI usa benchmarks absolutos, não z-scores — o que elimina o efeito “rank collapse”, em que todo mundo parece igual só porque está sendo comparado ao grupo, e não a um padrão de referência. O módulo inclui ainda Concentração de Conhecimento (silos técnicos), Review Reciprocity (assimetria de revisão), comparação Tech Lead vs. Dev e WIP por Pessoa para balanceamento de carga.

Flow Value: o custo de atraso calculado, não estimado

A maioria das ferramentas de portfólio trata custo de atraso (Cost of Delay, ou CoD) como uma estimativa subjetiva de valor. O Flow Value calcula o CoD a partir do comportamento real do processo, em quatro passos:

  1. Extração do log de eventos — datas reais de criação, início e conclusão, por item, etapa e tipo de demanda.
  2. Calibração do lead time por classe de serviço — percentis P50 e P85 por categoria, não uma média única para tudo.
  3. Estimativa de CoD por item ativo — itens com lead time acima do P85 da própria classe já estão consumindo CoD ativo, calculado por semana de desvio.
  4. Priorização econômica do portfólio — ranking pelo CoD acumulado, não pela urgência percebida ou pela influência política de quem pede.

Sobre essa base, o Flow Value oferece nove módulos: Resumo Executivo, governança mensal em 4Ps (Progresso, Próximos passos, Pontos de atenção, Pontos de decisão), Alertas de Portfólio, One Page executivo, Hierarquia & Estrutura (consistência entre épicos, features e histórias), Portfólio × Delivery (planejado vs. entregue), Status & Workflow, Effort & Concentração e Custos & CAPEX — este último conectando TI a finanças ao expor esforço e custo por produto.

O módulo também incorpora uma avaliação de maturidade Kanban (KMM, do ML0 ao ML6) que combina dados quantitativos do processo com análise qualitativa via IA e RAG sobre atas, documentos e entrevistas.

Para quem é cada camada

O Flow Analytics fala primeiro com quem está dentro do processo — tech leads, scrum masters e engineering managers que precisam de Work Item Age, WIP por pessoa e process mining para agir no dia a dia. O Flow Value fala com quem decide o portfólio — CTO, VP Engineering e PMO, que precisam justificar prioridades com CoD rastreável em vez de argumento de autoridade.

Como entra na sua stack

O Flow Compass se conecta nativamente a Jira Cloud, Azure DevOps, Bitbucket, Businessmap e GitHub, com acesso controlado por Google Workspace OAuth 2.0 e permissão por grupo. Outras fontes de eventos — Linear, GitLab, Asana, ClickUp, Trello, Notion e afins — entram via exportação estruturada, desde que exponham caso, atividade e timestamp.

Se o seu portfólio ainda é priorizado por opinião e o seu processo só é visível para quem já está de olho o dia inteiro no board, vale entender qual dos dois módulos — Flow Analytics ou Flow Value — resolve a dor mais urgente primeiro. Muitas vezes, como recomenda o Flow Forensics antes de qualquer implantação, o diagnóstico gratuito de 45 minutos já aponta isso.


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